Quem somos nós?
Durante um papo cabeça entre leigos sobre corpo-mente, passando pelas galáxias, indo até a física quântica, muitas questões ficaram no ar, e me fizeram uma pergunta; "Se somos só corpo, de onde provem os sentimentos?" Minha resposta foi sucinta; "Do cérebro". Tudo se resume em um corpo, inclusive a alma, mente, espirito... Depois disso fiquei refletindo e fui ler sobre o assunto para poder entender melhor.
Sentimento é um conjunto de sensações físicas e emoções, um mecanismo de autodefesa visando a perpetuação da espécie .A parte do cérebro que processa os sentimentos e emoções é o sistema límbico uma região constituída de neurônios. Os sentimentos vão promover as emoções no corpo que, estas sim, serão sentidas.Gerando algum comportamento e as expressões emocionais; chorando, rindo, odiando, amando, lutando, temendo...As emoções podem ser combinadas gerando um espectro das emoções humanas.
Há teorias sobre a emoção que vem desde a Grécia antiga com Platão e Aristóteles. Depois filósofos como René Descartes, Spinoza e Hume. A teoria de James-Lange assegura que primeiro nós reagimos a uma situação (fugir e chorar acontecem antes da emoção) e depois nós interpretamos nossas ações através de uma resposta emocional. As teorias Neurobiológicas são descobertas feitas sobre o mapeamento neural, a emoção é um 'agradável' ou 'desagradável' estado mental no cérebro dos mamíferos onde substâncias neuro-químicas; dopamina, noradrenalina e serotonina regulam o nível de atividade cerebral. No filme "Quem Somos Nós" emoção e reação química são dois lados de uma mesma moeda. Nossas emoções geram descargas químicas que chegam às células através dos receptores celulares, e essas reações químicas viciam tanto quanto qualquer droga. Assim ficamos viciados às nossas emoções .
A última década do século XX ficou conhecida como a década do cérebro a hipótese dualista cartesiana mente-corpo foi descartada, na medida em que todo processo psicológico passou a ser considerado também um processo biológico , corporal, atuando em cima do tecido nervoso, das sinapses e na neuroquímica do cérebro. A depressão caracteriza-se por uma baixa atividade neurônica devido à falta de serotonina é indicado o uso de antidepressivo.
Ansiedade, angustia recomenda-se um ansiolítico, e pronto a vontade de viver e sorrir volta com a aplicação dessa substância química.
E pra dor de amor? (desânimo, ansiedade, angustia, tristeza...) Deve se alternar antidepressivo com ansiolitico? E os efeitos colaterais?
A melhor cura seria o AMOR CORRESPONDIDO, mas não há.
Antes que me acusem de heresia e me joguem na fogueira da Inquisição, eu explico; é apenas o meu ponto de vista, não tenho conhecimento suficiente, minha intenção não é esclarecer e sim questionar sobre o assunto. Isso já basta, tô frita! kkkk
Eu não tenho necessidade de acreditar em um Deus é só isso, mas não vejo mal nenhum em quem acredita. Tem gente que precisa de um Deus, de um santo, de um amuleto para amparar do sofrimento, eu preciso da razão e busco uma explicação.
Fui batizada na igreja católica, como a maioria dos brasileiros, mas o catolicismo e nenhuma outra religião me atraiu, na verdade sempre foi uma incógnita pra mim aquele monte de gente repetindo as mesmas coisas e que pra mim nunca fizeram sentido. Para se dizer católico é preciso acreditar nos dogmas da igreja, que são tidas como verdades absoluta e inquestionável. Eu como não acredito;
-Em um Deus criador.
-Que Jesus Cristo é filho dessa divindade com uma mulher (humana).
-Que tudo que existe foi criado por Deus a partir do Nada... etc e tal.
-Não sou contra o uso de camisinhas, sexo antes do casamento, o aborto, o homossexualismo... Muita gente vai se tocar que não é tão católico quanto pensa, mas isso não é nenhuma campanha a favor do ateísmo.
Depois da História da Evolução, com tantas evidências, Darwin está aí que não me deixa mentir. Muito me espanta a falta de lucidez racional nos dias atuais, acreditando nessas lendas. Meu Deus! Ops... escapou....kkkk
Por essa razão eu me considero atéia (não que eu precise dessa classificação), não é por isso que eu discordo totalmente dos conceitos de moralidade que são metaforicamente transmitidos nas religiões (no meu caso a católica) só não é preciso a intervenção sobrenatural. Sou uma pessoa cética, tenho que ver para crer, nem no amor eu acredito, quando não há evidências, nem manifestações. Mas não me considero uma pessoa do mal, podem ficar sossegados, tem muitos ateus que fazem o bem pelo mundo( Nietz, Einstein, Galileu, Dráuzio, Freud, Saramago, Chaplin...) assim como tem muitos religiosos matando e roubando, não podemos generalizar.
Sinto muito, mas estamos aqui por mero acaso e muita teimosia. Acredito eu que com a seleção natural e acidente genético acabamos chegando nessa espécie que por teimosia "inteligente" tem resistido as doenças e AINDA não foi dizimado da face da Terra, mas estamos com os dias contados. Não foi por falta de tentativa, a peste negra, cólera, a gripe e outras pandemias da história, além dos desastres naturais e das religiões (voltamos a ela) que são motivos de guerra e nós continuamos por aqui, haja teimosia.
E vida após a morte? É reconfortante acreditar que um dia todos nós vamos nos encontrar lá no céu vestidos de branco serenos e na paz absoluta, mas não faz sentido nenhum. É muita pretensão! Morreu, acabou, não tem depois, como qualquer outro animal ou qualquer planta.
Qual a nossa função aqui na Terra? Todo ser vivo tem uma...
E essa história de vida inteligente fora da Terra? Pra mim é infinitamente pequena a possibilidade de ter existido as mesmas condições e os mesmos acasos pra ter gerado algo que se possa chamar de vida inteligente. Mas isso já é uma outra história...
Quero colo, quero logo um cafuné No topo do meu ego ao dedão do pé Preciso de atenção, de carinho, de afeto Preciso da mão, de beijinho e de um teto Não gosto de prosa, mas de poesia Menos fala, mais ritmo e harmonia Gosto de surpresas na cama e na mesa Quero flores, riso, quero mais cores Quero cheiro, quero música e sabores Qualquer coisa que me faça sentir Pouca coisa pra não fazer desistir
Era uma vez... numa terra muito distante vivia uma princesa em seu castelo de areia, cheia de afazeres e obrigações, carregava no peito um coração carente e sonhava com seu príncipe encantado. Vendo a vida passar e cansada de esperar, num belo dia ela resolveu procurá-lo colocando um anúncio" Procura-se um príncipe!" com o nick de Beija-flor, foram muitos os candidatos, todos os dias dezenas e dezenas de emails, uns novinhos demais, outros já passadinhos, uns bonitinhos, outros feinhos, uns moravam longe, uns românticos, outros uns brutamontes, levou alguns dias para a seleção e o escolhido foi o mais fortão, um lindo italiano saradão, com barriga de tanquinho e músculos de montão. Parecia-lhe um touro. Outros apareceram, mas o coração dela andava cansado de voar de flor em flor sem encontrar seu amor. Dentre todos os outros pretendentes, um sapo chamado Renato insistente, pareceu-lhe muito amigo, era só sorrisos, tornou-se muito presente, o seu melhor confidente, sem mostrar o rosto, se gabou do documento, tentou impressionar a sua lindinha Beija-flor, a todo momento, ele a tratava feito uma rainha. Ela gostava do seu carinho, mas nenhuma atração física sentia, ela não mentia. Ele se escondia atrás de longas madeixas e uma barba mal feita pra esconder sua baixa auto-estima anfibiana. Depois de meses de cumplicidade e cada vez mais apaixonado o sapo Renato veio ao grande encontro, se olharam, se tocaram, ele não escondia sua ansiedade e felicidade, num frisson de emoção, o coração pulando, o chão não alcançando mais os pés, sentaram para tomar um café, ele trémulo deixou o açucar cair no pé. Conversaram, cantaram Sampa mascando um chiclé, e ao jogar ele juntou os dois gomos e fizeram um pacto, ele amassou, apertou bem até se fundirem e disse: " assim como esse chiclete agora está, nós nunca vamos nos separar" Quando tentar separar um, o outro pedaço vai junto e a partir de então começou a terrível maldição. Condenados pela eternidade eles estavam. O feitiço do sapo naquele momento se quebrou e num belo príncipe ele se transformou. No principe até então sonhado e perdidamente apaixonado, trocaram juras eternas. Deu um trato no visual, arrumou a beca, encheu de charme e coisa e tal, ela se tornou la belle femme, com um brilho todo especial. Viveram por muito tempo num barco de papel furado, oscilando com as ondas, lutando pra não afundar, cresceram juntos, desbravaram um mundo colorido e doído, felizes, brigando, sonhando, aprendendo, sofrendo, chorando, superando, mas prestes a naufragar a qualquer instante, ela de medo queria pular, voltar pro seu castelo de areia em ruínas e lhe dava pontapés no traseiro o tempo inteiro. Cada vez mais o barquinho se distanciava da margem, já em alto mar veio a onda do destino que os separou. Ela não tinha mais como voltar, ficou ali a naufragar, quando um anjo caiu do céu, estendeu lhe a mão e proteção, e por dias lhe fez companhia, naquela sua vida vazia... assim a bela história da Carochinha acabou. Ela nunca mais voltou a acreditar nos contos da Carochinha e o sapo encontrou um outro Beija-flor, cujas penas e longo bico a antiga amada lhe lembrou, coaxou no seu ouvido doces gemidos e se gabou de ter vivido, e continuou pulando e pulando de um lado pro outro...guebec...guebec...guebec...guebec...guebec...
Ando tão desanimada, cada vez mais anulada. Se eu não posso ser, não serei nem pra você A soma das duas partes não pode ser menos que um todo. Preciso ser acrescentada Cansei de fazer entender esse meu jeito torto de ser Cansei de tentar e tentar Não basta dizer me amar Sem antes me aceitar Sem ao menos me respeitar Tenho vontade de gritar Quando não querem me ouvir Como se fosse adiantar Como se eu fosse existir